Feminismo? Não, obrigado!

Não existe nada como uma namorada feminista para um tipo virar anti-feminista. É que só existem três opções:

  1. Torna-se feminista.
  2. Grama com a propaganda calado.
  3. Torna-se anti-feminista.

Convém é salientar desde já que ser anti-feminista não é ser machista ou anti-direitos da mulher. É que este feminismo moderno, de quarta geração já pouco tem a ver com a defesa dos direitos da mulher, o que ele pretende é “desconstruir o género”, transformando um movimento por direitos numa religião interseccional para o novo milénio.

Na realidade existem só três gerações de feminismo, contudo como este feminismo mais actual surge no Tumblr propagando-se pelo Twitter e Facebook até infectar a realidade como um cancro chamar-lhe de 4G, feminismos de 4ª geração até fica bem.

Afinal estamos a falar de um movimento que é recente, pegou num movimento com décadas e em lutas que são importantes para o transformar numa religião da vitimização.
O mais ofensivo deste feminismo 4G é que quer ser tão politicamente correcto, está constantemente a querer lutar contra opressões que se transforma em opressivo, e não aceita qualquer tipo de dissidência de opinião. Preocupa-se tanto com as vítimas que se esquece daquelas que cria. É tão anti-descriminação que não reconhece a validade da opinião masculina, a menos que seja um homem feminista e mesmo assim…

É um feminismo cujo fundamento ideológico é hastags de Twitter e memes de Tumblr e Facebook, com base em desabafos dos que sentem oprimidos, porque o feminismo já não é um luta feminina, transformou-se na ideologia de todos os oprimidos, num luta contra a opressão patriarcal do homem branco privilegiado. Aliás está tão preocupado com o os privilégios alheios que se esquece aqueles que usufrui, ou não fosse ele fruto do egoísmo da geração do milénio de classe média/alta.

A sua ideologia está assente em chavões, frase feitas, e reducionismos básicos: anti-patriarcal, anti-descriminação, anti-isto e anti-aquilo, usando e abusando de estrangeirismos e sofismos recentes, que em alguns casos mal chegaram a ser incluídos nos dicionários dos países de origem.

É um feminismo que promove a vitimização da mulher, e transforma todos os homens em opressores. Todos os homens, uma vez que é incapaz de diferenciar comportamentos correctos e incorrectos independentemente do sexo do seu autor, ou sequer é capaz de aceitar que do mesmo modo que existem homens abusadores existem mulheres abusadoras. Não se culpa as vitimas, porque a vítima tem sempre razão e consideram que as mulheres são sempre vítimas.

É um feminismo que quer a criação de espaços seguros, mas seguros de tudo, de todos os gestos e palavras que não lhes agradam, até do som de pessoas a bater palmas. É a nova religião daqueles que se sentem vítimas da sociedade, e incapazes de enfrentar a realidade do mundo, refugiam-se no feminismo esperando que este lhes resolva todos os problemas e crie uma utopia na Terra, porque este feminismo interseccional não irá só trazer direitos para as mulheres mas resolver “todos os problemas do mundo”.

O mais ridículo deste feminismo é mesmo a feminista submissa. É alguém que anda sempre a repetir o credo anti-patriarcal mas depois quer ser submissa de um homem, ou seja: estar num relacionamento patriarcal.

Pessoas inseguras e carentes são cheias de contradições. Sendo que a maior é não aceitar que um homem exprima a sua opinião, sempre que contradiga um mulher (em particular as feministas) e depois quer um Dom, um Dono, ou pior ainda: dizer que uma ideologia que considera que considera a validade da opinião de um homem irrelevante ou nula, derivado ao seu sexo, pretende qualquer tipo de igualdade de entre os sexos.

São contradições da religião do novo século para pessoas inseguras e carentes.

E olhem, eu nunca pensei dizer isto, mas se quiserem chamem-me machista, agora feminista é que não! É que isso insulta-me mesmo!

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O mais ofensivo deste feminismo moderno, de 4ª geração, não é o facto de já não ser sobre os direitos da mulher, é o facto de considerar que uma pessoa só pode ter as características de um ser humano decente se for feminista, porque tudo o que é bom é feminista!

Palavra de Paglia

Feminism is dead. The movement is absolutely dead. The women’s movement tried to suppress dissident voices for way too long. There’s no room for dissent. It’s just like Mean Girls. If they had listened to me they could have gotten the ship steered in the right direction. My wing of feminism—the pro-sex wing—was silenced. I was practically lynched for endorsing The Rolling Stones. Susan Faludi is still saying I’m not a feminist. Who made her pope? Feminist ideology is like a new religion for a lot of neurotic women. You can’t talk to them about anything.

Camile Paglia in MacCleans

Citações avulsas

Their movement has nothing to do with oppression, but is instead entirely about their proud collective denial of reality, and their complete inability to handle truth like functioning adults.

Seriously, what the hell happened? I thought this stuff was about freeing women to be strong and capable, not restructuring society to tiptoe around every individual person’s psychological issues.

A minha feminista favoria

Christina Hoff SommersThe Factual Feminist

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2 thoughts on “Feminismo? Não, obrigado!

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